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"Tenho em mim todos os sonhos do mundo"

terça-feira, 2 de julho de 2013

Somos iguais em nossas diferenças



Existem seres humanos que se julgam por estar acima de toda a humanidade, ignorando a grande diversidade de pessoas que existem, e esquecem que antes mesmo da sua ínfima existência já havia e há milhares de anos, todo um cosmo em pleno funcionamento. Somos apenas um corpo dentre outros bilhões, não sei se, é ingenuidade ou muita arrogância de quem pensa ser melhor que todos os outros, talvez, seja apenas falta de sabedoria em levar a vida. O mundo é infinito e diversificado pronto para ser descoberto. Conhecer inúmeras culturas e pessoas diferentes é uma dádiva que nos é dada e não um meio que permita margem á comparação para nos acharmos superiores.

Faça um retrocesso mental e uma varredura nas suas lembranças. Lembra-se daquele seu primeiro amor da quarta série? E daquela sua primeira melhor amiga? Do seu animal de estimação da infância e daquela super viagem com a família? Tente se lembrar dos seus antigos medos, amores e conquistas... Daquele professor revolucionário ou cômico que te marcou pelo resto da vida. As coisas que aprontava com os seus amigos loucos do ensino médio, você ainda lembra? E quanto a eles que eram os melhores pra você e que agora nem se falam!

Ainda é capaz de se lembrar do gosto daquele doce preferido que sua mãe ou sua avó faziam e que agora não fazem mais? E de todas as pessoas que amava e que agora se foram? De quantas vezes caiu de bicicleta e se ralou todo, dos inúmeros foras que levou de garotas em festas, das mentiras que inventou pra sua mãe não se preocupar por estar na rua de madrugada, do seu primeiro porre, e da sua primeira vez. Do seu primeiro emprego, da aprovação na faculdade, do nervosismo em estar diante do público nos seminários. Das dificuldades que enfrentou muitas vezes para conciliar seus estudos com o trabalho. Isso tudo parecia ser eterno, mas passou.

Agora tente imaginar que todas essas lembranças que nós carregamos, sejam boas ou experiências ruins, também permeiam o rol de memórias de todas as outras pessoas do planeta!  Todos já sentiram e já passaram por momentos parecidos, ou até mesmo, idênticos. Quando se humilha alguém ou age com ares de superioridade como se fosse um Deus, é como se passasse por cima, esmagando toda uma história de vida, por mais curta que ela seja, todas as lembranças que cada um carrega.  É como se você dissesse através de inferências que somente as suas lembranças, o seu pesar e as suas dores importam e que os problemas dos outros são insignificantes. A vida não é um bem ponderável, para dizer quem tem maior valor sobre o outro. Estamos todos sobre um mesmo patamar provando na medida da nossa realidade tudo o que o mundo pode nos oferecer. 

Somos pessoas distintas feitas de carne e osso e altamente subjetivas. Igualamo-nos em nossas diferenças e, talvez seja nessa busca em inovar que alguns se perdem e caem na armadilha do narcisismo. Não existe mal algum na vontade de querer se superar sempre, e ir além, porém, a linha é tênue entre superar e sobrepujar. É preciso mais que respeito nessas horas é preciso sensibilidade para lidar com a realidade alheia e saber viver as suas conquistas sem vexar ninguém. Ser diferente é mais do que ser melhor, é deixar as diferenças de lado.