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"Tenho em mim todos os sonhos do mundo"

domingo, 14 de outubro de 2012

Escrevo por nada


Acho folhas em branco irresistíveis! Simplesmente são lindas e convidativas, me chamando á deambular. Gosto de me perder em suas linhas só pra ver no que acontece. Algo interessante sempre rola quando esquecemos da vaidade e apenas somos nós mesmos , sem olhar pro lado e pras coisas, quando o foco é apenas a nossa essência. O escrever é imprevisível, no papel podemos ter o melhor amigo e o mais cruel desabafo, porque este é descaracterizado ele não é ninguém, apenas um registro. Registro-me, rejo-me, reescrevo, refaço. No silêncio me escuto e me entendo, estando longe dos burburinhos por aí, só com os meus próprios. Sem intentos e ambições , os vocábulos, sujeitos e objetos, vão fazendo sentindo, afinal, nada é mecanizado. Escrevo por nada, por uma imagem , uma notícia, um sentimento, um amor, uma festa, uma fase, uma solidão, um tédio. Agora mesmo estou aqui sem causa determinada , talvez coisa do meu inconsciente querendo   ser real, numa tentativa de me conquistar. O deixo ir se é da sua vontade pra que prender a expressão? Ou melhor, o pensamento que busca a sua melhor figuração, este talvez sim, seja vaidoso,  sempre quer se mostrar da melhor maneira possível , pois, carrega o ego do seu portador mesmo quando não o sabemos. Definirei o que acontece aqui como, uma troca metalinguística, enquanto discorro sobre o discorrer á palavra me é emprestada ela mesma anseia por vida e quer se combinar é por isso que dá certo. Não tenho nenhum intenção a não ser a de desafogo das tensões , ainda mais nesses tempos onde a globalização e o seu imediatismo tomou conta até da arte e literatura, fazem-se livros quase que de modo industrial, como se fossem  livros expressos, com a única motivação de vender. Chegamos á bancada e pedimos uma pizza expressa , um café expresso, um quadro impessoal, um livro aguado, uma revista de fofocas,e por ai vai as várias criações insossas. Preocupam-se com histórias comuns de personagens apaixonados e sem profundidade, já que todo ser humano é carente por essência prendem-se fácil aos temas amorosos, esotéricos e sobrenaturais, uma pena! 

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